a cidade agoniza
Na contra-mão do interesse público (e dos estudos e práticas mais sérios sobre mobilidade e sustentabilidade urbanas), as “autoridades” de São Paulo, com apoio da grande mídia e de parte da população, seguem a condenar o rio Tietê, a cidade e todos e todas que nela vivem à agonia, à poluição, à degradação, à morte lenta e dolorosa.
Eis algumas cenas da barbárie que está-se realizando em nome dos nem 30% que utilizam automóveis particulares.
de quem só lembra do rio pelo mau cheiro ao qual se expõe quando de mais um engarrafamentozinho quilométrico de cada dia.
ou quando o Tietê transborda e inunda não só as ruas e casas e lojas com suas águas pestilentas, mas seus valiosos carros de vidros escuros.
ora, quanta ousadia!
a indignação traduz-se em buzinas, caras fechadas e conformismo.
Há também cenas da ação de pessoas que insistem em querer construir um presente e um futuro melhores,
e sonham nadar no Tietê antes de morrer.
Completo 31 em alguns dias. será que terei esta sorte?
mais fotos aqui.
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o “FORA GILMAR” sai às ruas
é apenas o começo.
dia 6 de maio, simultaneamente em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo.
na capital do capital brasileira, foi na av. Paulista.
mais fotos aqui.
descurvo.blogspot.com/2009/05/protesto-contra-gilmar-mendes-na-frente.html
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de volta, aos poucos
oh, tanto tempo sem publicar por aqui…
e tantas coisas que quero compartilhar…
tem fotos da bicicletada de fevereiro e da pedalada pelada…
a tal da corrente de seis segredos que já fui acusada de quebrar!
e tantos textos, colagens, imagens sobre o que tenho lido, estudado, visto, sentido, intuído por aí…
pois então, este post é pra dizer que estou de volta à ativa,
vou colocar tudo em dia
(aos poucos, sim).
e, pra começar
assim, de modo simbólico
quero compartilhar algumas
experiências intensas
que me renovam as forças pra seguir adiante,
nadando contra a corrente.
(apesar de tudo.)
(The Dirty Mac: John Lennon on vocals and guitar, Eric Clapton on lead guitar, Keith Richards on bass, and Mitch Mitchell on drums. The Rolling Stones Rock’n'Roll Circus, Londres, 1968.)
My mother was of the sky
My father was of the earth
But I am of the universe
And you know what it’s worth”
já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
e o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
nunca mesmo o sempre passomorrer faz bem à vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
e clareia a almamorrer de vez em quando
é a única coisa que me acalma”
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é dia de festa na rua!
Dia Sem Carro é dia de festa, e o 22 de setembro reuniu em São Paulo seis centenas de pessoas a celebrar o espaço público, tomar a cidade de volta e vivê-la, de fato, de perto.
Plena, a praça do/a ciclista transbordava de alegria e empolgação, todo tipo de gente ali, toda sorte de encontros, de encantos, e sementes lançadas…
não há palavra capaz de exprimir.
mais relatos e fotos:
fotos:
- anderson barbosa
- CicloBR
- luddista
- fourier
- Isaac Akira Kojima
- Centro de Mídia Independente
- Polly
- Tessie
- Pedalante
vídeos:
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canções são encantamentos…
because the world is round
it turns me onbecause the world is round…
because the wind is high
it blows my mindbecause the wind is high…
love is old, love is new
love is all, love is youbecause the sky is blue
it makes me crybecause the sky is blue…”
because, John Lennon.
em Abbey Road, 1969.
vim cantar sobre essa terra
antes de mais nada, aviso
trago facão, paixão crua
e bons rocks no arquivo
tem gente que pira e berra
eu já canto, pio e silvo
se fosse minha essa rua
o pé de ypê tava vivopro topo daquela serra
vamos nós dois, vídeo e livros
vou ficar na minha e sua
isso é mais que bom motivo
gorjearei pela terra
para dar e ter alívio
gorjeando eu fico nua
entre o choro e o risopintassilga, pomba, melroa
águia lá do paraíso
passarim, mundo da lua
quando não trino, não sirvo
caso a bela com a fera
canto porque é preciso
porque esta vida é árdua
pra não perder o juizo”
canto em qualquer canto, Ná Ozzetti e Itamar Assumpção.
em Estopim, Ná Ozzetti, 2005.
turn off your mind, relax and float down stream
it is not dying
it is not dyinglay down all thoughts, surrender to the void
it is shining
it is shiningthat you may see the meaning of within
it is being
it is beingthat love is all and love is everyone
it is knowing
it is knowingand ignorance and hate may mourn the dead
it is believing
it is believingbut listen to the colour of your dreams
it is not living
it is not livingor play the game “existence” to the end
of the beginning
of the beginning
of the beginning
of the beginning
of the beginning
of the beginning”
tomorrow never knows, John Lennon.
em Revolver, 1966.
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(incenso fosse música, Paulo Leminski)
A festa de seis anos de Bicicletada paulistana começou na Paulista e só terminou no “museu do olho”, em Curitiba!
em São Paulo, protesto em frente ao condomínio anti-bicicletas, passeio pela paulista e centro, uma maravilha compartilhada por mais de trezentas pessoas!
em Curitiba, mais umas cento e cinquenta pedalando, convivendo nessa cidade linda!
sol, gentileza, belas paisagens…
muitas risadas, boas conversas, viagens…
e na minha cabeça, Paulo Leminski…
nada que o sol
não explique
tudo que a lua
mais chique
não tem chuva
que desbote essa flor
moinho de versos
movido a vento
em noites de boemia
vai vir o dia
quando tudo que eu diga
seja poesia
se
nem
for
terra
se
trans
for
mar
acordei bemol
tudo estava sustenido
sol fazia
só não fazia sentido
(os passeios por Curitiba me trouxeram reminiscências brasilienses:
“nem tudo que é torto
é errado
veja as pernas
do garrincha
e as árvores
do cerrado”
Nicolas Behr)
coração
PRA CIMA
escrito em baixo
FRÁGIL
não discuto
com o destino
o que pintar
eu assino
mais fotos aqui ou aqui.
poemas do curitibano Paulo Leminski.
muito mais fotos e relatos e vídeos!
são paulo – curitiba
apocalipse motorizado – relato
blog transporte ativo – relato
luna rosa – fotos (multiply)
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ciclobr – fotos
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juliana dihel
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6 anos de bicicletada!!!
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As cidades se fecham em si mesmas
O argumento da degradação das relações humanas
Cria o elogio à violência
Que além de espiada e pensada
Coloca-se cada vez mais presente
No grande mundo através de guerras
No mundo interior na forma de discriminação
Uma série de pequenas maldades
Se destilam em nossas almas e mentes
Desejos íntimos de execuções sumárias
Admiração a justiceiros genocidas
Vem a nos preencher o interior vazio da consciência
Como um elixir entorpecente
Transborda nossas grutas interiores
Com desejo de morte e odor pútrido
Pra tudo aquilo que não entendemos
Que não conhecemos
Sem que isso crie em mim ou em você
Necessidade alguma de maior compreensão
Nem mesmo capacidade de sentir ou colocar-se no lugar do outro
E novamente tomados de desejos egoístas e assassinos
Clamamos: penas de morte e chacinas em nome de segurança
Cidades cada vez mais fechadas, condomínios, ruas particulares
Milícias, shoppings e torres de vidro blindado
Que nos assegurem de nossa própria vontade demente
De punir infratores
As infrações são sempre alheias
Estamos quase sempre ungidos de inocência e boa vontade
Não há nada de errado em se dar bem
Não hei de me tornar alvo por ser bem sucedido
E assim fecho-me em muralhas
O imperativo é nos isolarmos cada vez mais com nossas migalhas
Que se limpe a cidade: de ruídos noturnos, esmolantes, dos sujos,
Dos caídos, da alegria subversiva das meninas e meninos de rua,
Do vigor da prostituição, do apagado colorido dos bares populares
Dos cães de rua e seus respectivos donos, dos catadores de reciclável, da permissividade boemia,
da essência humana que coabita na coexistência dos diferentes.
Vamos limpar das cidades o desejo humano do prazerdo sexo
Permeados em olhos famintos que desejam e comem
O Brasil que tem fome
Nos isolando na reclusa solidão de nossas casas e apartamentos
Gozando a mais profunda perversão de nossos sentidos solos
Engaiolando nossas súplicas e desejos numa oração profana
Cada vez mais egoístas, solitários nefandos
A ordem se constrói de entradas e saídas
Ausgang-Eingang
Nossas cidades estão se tornando sítios dentro de gaiolas
Será que o Ibama conseguirá libertá-las?
Sendo assim, mestiços, negros e nordestinos devem saber
Colocar-se, e apreciar as entradas de serviço
Pois isso corrobora para a segurança das pessoas normais.
“Estado de Sítio”, faixa 5 do disco diáspora afronética.
o disco completa a trilogia Zumbi Somos Nós, da Frente 3 de Fevereiro. são de 2006 o filme e o livro “Cartografia do racismo para o jovem urbano”.
a Frente 3 de Fevereiro é um grupo transdisciplinar de pesquisa e ação direta sobre o racismo na sociedade brasileira.
livro e disco podem ser baixados gratuitamente pelo sítio da Frente 3 de Fevereiro, no link downloads.
faixas do disco diáspora afronética:
1. Quem policia a polícia?
2. Batuque Nagô
3. Linha de frente
4. Pare e olhe para a base
5. Estado de sítio
6. Eu vou subir ao céu
7. Reza/Canto pra Xangô/Canto para Oxum
8. Periafricania/Brasileiroz
9. É hora de lutar
10. Groove Berlin
11. Por todas as partes
12. Eu vou pra Palmares
13. Zumbi/Requilombô
14. Diáspora
15. Groove Djs(bonus track)
mais fotos aqui.
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êta lindeza de festa, sô!
lugar de festa junina de verdade é na rua, na praça, ao ar livre!
muito mais fotos, relatos e vídeos, lindos!
relato e fotos – aninha
relato e fotos – falanstérios
fotos – águia dourada
fotos – ciclobr
fotos – fourier
fotos – pedalante
fotos – tessie
vídeo – fourier
vídeo – tessie (multiply)
vídeo – tessie (youtube)
vídeo – vádebike
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