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“a bolsa não pode cair. já as árvores…”

ABolsaNãoPodeCair

av. pompéia, novembro de 2008.

(remexendo os arquivos…)

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a cidade agoniza

Na contra-mão do interesse público (e dos estudos e práticas mais sérios sobre mobilidade e sustentabilidade urbanas), as “autoridades” de São Paulo, com apoio da grande mídia e de parte da população,  seguem a condenar o rio Tietê, a cidade e todos e todas que nela vivem  à agonia, à poluição, à degradação, à morte lenta e dolorosa.

Eis algumas cenas da barbárie que está-se realizando em nome dos nem 30% que utilizam automóveis particulares.

de quem só lembra do rio pelo mau cheiro ao qual se expõe quando de mais um engarrafamentozinho quilométrico de cada dia.

ou quando o Tietê transborda e inunda não só as ruas e casas e lojas com suas águas pestilentas, mas seus valiosos carros de vidros escuros.

ora, quanta ousadia!

a indignação traduz-se em buzinas, caras fechadas e conformismo.

Há também cenas da ação de pessoas que insistem em querer construir um presente e um futuro melhores,

e sonham nadar no Tietê antes de morrer.

Completo 31 em alguns dias. será que terei esta sorte?

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mais fotos aqui.

e aqui, aqui e aqui.

é dia de festa na rua!

Dia Sem Carro é dia de festa, e o 22 de setembro reuniu em São Paulo seis centenas de pessoas a celebrar o espaço público, tomar a cidade de volta e vivê-la, de fato, de perto.

Plena, a praça do/a ciclista transbordava de alegria e empolgação, todo tipo de gente ali, toda sorte de encontros, de encantos, e sementes lançadas…

não há palavra capaz de exprimir.

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mais fotos aqui ou aqui.

mais relatos e fotos:

fotos:

vídeos:

“isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além”

(incenso fosse música, Paulo Leminski)

A festa de seis anos de Bicicletada paulistana começou na Paulista e só terminou no “museu do olho”, em Curitiba!

em São Paulo, protesto em frente ao condomínio anti-bicicletas, passeio pela paulista e centro, uma maravilha compartilhada por mais de trezentas pessoas!

em Curitiba, mais umas cento e cinquenta pedalando, convivendo nessa cidade linda!

sol, gentileza, belas paisagens…

muitas risadas, boas conversas, viagens…

e na minha cabeça, Paulo Leminski…

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nada que o sol

não explique

tudo que a lua

mais chique

não tem chuva

que desbote essa flor

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moinho de versos

movido a vento

em noites de boemia

vai vir o dia

quando tudo que eu diga

seja poesia

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se
nem
for
terra

se
trans
for
mar

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acordei bemol

tudo estava sustenido

sol fazia

só não fazia sentido

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(os passeios por Curitiba me trouxeram reminiscências brasilienses:

“nem tudo que é torto

é errado

veja as pernas

do garrincha

e as árvores

do cerrado”

Nicolas Behr)

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coração

PRA CIMA

escrito em baixo

FRÁGIL

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não discuto

com o destino

o que pintar

eu assino

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mais fotos aqui ou aqui.
poemas do curitibano Paulo Leminski.

muito mais fotos e relatos e vídeos!

são paulo – curitiba
apocalipse motorizado – relato
blog transporte ativo – relato
luna rosa – fotos (multiply)
luna rosa – fotos (flickr)
ciclobr – fotos

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juliana dihel
luddista
tessie

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serra da graciosa
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relato – aninha
relato – falanstérios

zumbi somos nós: diáspora afronética

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As cidades se fecham em si mesmas

O argumento da degradação das relações humanas

Cria o elogio à violência

Que além de espiada e pensada

Coloca-se cada vez mais presente

No grande mundo através de guerras

No mundo interior na forma de discriminação

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Uma série de pequenas maldades

Se destilam em nossas almas e mentes

Desejos íntimos de execuções sumárias

Admiração a justiceiros genocidas

Vem a nos preencher o interior vazio da consciência

Como um elixir entorpecente

Transborda nossas grutas interiores

Com desejo de morte e odor pútrido

Pra tudo aquilo que não entendemos

Que não conhecemos

Sem que isso crie em mim ou em você

Necessidade alguma de maior compreensão

Nem mesmo capacidade de sentir ou colocar-se no lugar do outro

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E novamente tomados de desejos egoístas e assassinos

Clamamos: penas de morte e chacinas em nome de segurança

Cidades cada vez mais fechadas, condomínios, ruas particulares

Milícias, shoppings e torres de vidro blindado

Que nos assegurem de nossa própria vontade demente

De punir infratores

As infrações são sempre alheias

Estamos quase sempre ungidos de inocência e boa vontade

Não há nada de errado em se dar bem

Não hei de me tornar alvo por ser bem sucedido

E assim fecho-me em muralhas

O imperativo é nos isolarmos cada vez mais com nossas migalhas

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Que se limpe a cidade: de ruídos noturnos, esmolantes, dos sujos,

Dos caídos, da alegria subversiva das meninas e meninos de rua,

Do vigor da prostituição, do apagado colorido dos bares populares

Dos cães de rua e seus respectivos donos, dos catadores de reciclável, da permissividade boemia,

da essência humana que coabita na coexistência dos diferentes.

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Vamos limpar das cidades o desejo humano do prazerdo sexo

Permeados em olhos famintos que desejam e comem

O Brasil que tem fome

Nos isolando na reclusa solidão de nossas casas e apartamentos

Gozando a mais profunda perversão de nossos sentidos solos

Engaiolando nossas súplicas e desejos numa oração profana

Cada vez mais egoístas, solitários nefandos

A ordem se constrói de entradas e saídas

Ausgang-Eingang

Nossas cidades estão se tornando sítios dentro de gaiolas

Será que o Ibama conseguirá libertá-las?

Sendo assim, mestiços, negros e nordestinos devem saber

Colocar-se, e apreciar as entradas de serviço

Pois isso corrobora para a segurança das pessoas normais.

“Estado de Sítio”, faixa 5 do disco diáspora afronética.

o disco completa a trilogia Zumbi Somos Nós, da Frente 3 de Fevereiro. são de 2006 o filme e o livro “Cartografia do racismo para o jovem urbano”.

a Frente 3 de Fevereiro é um grupo transdisciplinar de pesquisa e ação direta sobre o racismo na sociedade brasileira.

livro e disco podem ser baixados gratuitamente pelo sítio da Frente 3 de Fevereiro, no link downloads.

faixas do disco diáspora afronética:

1. Quem policia a polícia?

2. Batuque Nagô

3. Linha de frente

4. Pare e olhe para a base

5. Estado de sítio

6. Eu vou subir ao céu

7. Reza/Canto pra Xangô/Canto para Oxum

8. Periafricania/Brasileiroz

9. É hora de lutar

10. Groove Berlin

11. Por todas as partes

12. Eu vou pra Palmares

13. Zumbi/Requilombô

14. Diáspora

15. Groove Djs(bonus track)

mais fotos aqui.

êta lindeza de festa, sô!

lugar de festa junina de verdade é na rua, na praça, ao ar livre!

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mais fotos aqui ou aqui.

muito mais fotos, relatos e vídeos, lindos!

relato e fotos – aninha
relato e fotos – falanstérios
fotos – águia dourada
fotos – ciclobr
fotos – fourier
fotos – pedalante
fotos – tessie
vídeo – fourier
vídeo – tessie (multiply)
vídeo – tessie (youtube)
vídeo – vádebike

a pedalada pelada chegou pra ficar

“foi uma puta experiência!”, concordávamos algumas meninas, horas depois da primeira pedalada pelada de São Paulo.

sim, em múltiplos sentidos.

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renata falzoni, linda!

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o assédio da “grande mídia” foi lastimável. desrespeito, insinuações as mais grosseiras, especialmente com as meninas.

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mas entre nós, ciclistas, o clima era outro. pintamos os corpos uns dos outros, frases, desenhos, de protesto, bem-humorados, pungentes.

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e foi só sairmos pedalando (desviando dos “obstáculos”) que muita gente ficou à vontade pra pedalar pelado/a pela av. Paulista!

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claro, hipocrisia reinante, a polícia interviu truculenta, com direito a chute no saco, gás de pimenta e cassetetes. e levou um de nós, preso. mudamos de rumo: lá, na delegacia, a “arma” bicicleta era era ameaça à altura de metralhadoras…

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“ô seu delegado, libera o pelado!!!”

“eu nasci pelado/a!!!”

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algumas horas depois, o André foi solto. aguardemos os desdobramentos.

putz, uma experiência. acho que estamos cada dia melhores.

ah, aqui ou aqui tem mais fotos .

republico aqui a nossa declaração sobre o “I world naked bike ride São Paulo“.

Declaração dos participantes da I Pedalada Pelada de São Paulo

Motivações

A I Pedalada Pelada de São Paulo, ou World Naked Bike Ride (WNBR), ocorreu no dia 14 de junho de 2008. Esta foi a primeira edição do evento realizada no Brasil, nos mesmos moldes das ações que acontecem em diversas cidades do mundo com o apoio da população em geral e do poder público.

Nus é como nos sentimos por ter que disputar espaço nas ruas de São Paulo, em meio à violência gerada pelo stress dos motoristas parados em congestionamentos, confinados em máquinas poluentes de vidros escuros. Diariamente essa situação coloca em risco a vida de ciclistas, de pedestres e até de outros motoristas.

Pelados, os ciclistas pretendem chamar a atenção para a exposição indecente à poluição dos carros, para a morte dos espaços públicos tomados por esses veículos e principalmente, para sua fragilidade diante das poderosas máquinas motorizadas, muitas vezes guiadas por pessoas agressivas que não respeitam a bicicleta como o veículo que é, previsto no artigo 96 do Código de Trânsito Brasileiro.

O CTB ainda prevê que, na ausência de local específico para o deslocamento, a bicicleta deve ocupar a faixa da direita da via com preferência sobre os veículos automotores (artigo 58 ) e obriga os veículos a guardarem uma distância lateral de um metro e meio ao ultrapassarem uma bicicleta (artigo 201).

Mas a maioria dos motoristas desconhece ou simplesmente desrespeita essas regras, e se recusa a compartilhar as ruas com os ciclistas. E isto acontece com a conivência do poder público, que não pune as infrações cometidas por esses motoristas contra nós.

Somos constantemente ignorados, somente nus somos vistos?

A concentração na praça e o assédio da mídia

Na Pedalada Pelada cada ciclista poderia participar vestido (ou não) da maneira como se sentisse mais confortável. O lema era “tão nu quanto você ousar”. A nudez nunca foi uma imposição nem uma obrigatoriedade, mas a expectativa gerada durante a semana levou à concentração na Praça do Ciclista um número enorme de curiosos, dezenas de policiais, jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos da grande imprensa.

Mais de quatrocentas pessoas estavam lá para pedalar. Os demais queriam ver e registrar a nudez prometida. Especialmente a nudez feminina. Foi Renata Falzoni, ciclista de longa data e avó, quem ousou primeiro e logo na largada da pedalada ficou completamente nua.

Como ela, outras mulheres tiveram que corajosamente suportar o assédio invasivo de muitos “jornalistas”, ávidos por erotizar e tornar públicos seus corpos em busca de audiência. As câmeras saltaram sobre elas, acompanhadas muitas vezes por comentários machistas de conotação sexual. Esse comportamento lamentável fez com que muitas deixassem de se despir.

No meio da confusão protagonizada pela grande mídia, ciclistas foram pintando os corpos uns dos outros com tintas coloridas. Frases divertidas ou de protesto, desenhos surgindo na pele, todos se enfeitavam para a pedalada, e para trazer um pouco de alegria para a cidade cinza coberta de asfalto.

Celebração da nudez não sexualizada e não comercializada. Liberdade de expressão e manifestação.

Iniciada a pedalada na Avenida Paulista, à medida que os ciclistas se distanciavam da praça foram tomando coragem de expor mais seus corpos. Seguindo o lema naturista, puderam celebrar sua nudez não sexualizada e não comercializada, muito diferente da exposição sexual dos corpos padronizados tão comum nas emissoras de TV e revistas.

Centenas de pessoas puderam expor por alguns instantes seus corpos “imperfeitos”, gorduras a mais ou a menos, celulites e estrias livres da ditadura estética vigente que causa distúrbios alimentares, complexos e depressões.

A alegria desse momento foi tão contagiante que provocou aplausos da “platéia”. Pessoas que caminhavam pelas ruas, passavam dentro de ônibus ou automóveis, riam, assobiavam, apontavam a massa de pelados que pedalava. Câmeras e mais câmeras de celulares foram apontadas para a avenida.

E a prova máxima de civilidade foi dada pelos próprios ciclistas nus (ou seminus), que abriram mão de assédios e piadas de mau gosto para compartilhar respeitosamente um momento de pura liberdade de expressão e manifestação.

Criminalização da nudez, neutralização da massa e violência policial

Infelizmente, aprendemos com nossa ação que a nudez que se manifesta livremente a favor da vida é criminalizada, enquanto a nudez explorada, sexualizada e comercializada nos carnavais, novelas e revistas é permitida.

Durante o trajeto, um comandante da polícia militar deixou claro a quem ele pensou ser o organizador da ação, que o nu frontal não seria tolerado, somente corpos pintados como no carnaval. Apesar das dezenas de ciclistas completamente nus, André Pasqualini acabou sendo escolhido como o “bode expiatório” e foi levado nu para a delegacia, como forma de neutralizar nossa ação.

Alguns ciclistas tentaram se manifestar contra a prisão e foram agredidos com pontapés e gás de pimenta, como mostra diversas fotos e vídeos publicados pela grande mídia (matéria no Estadão) e pela mídia independente. Como sempre é feito em manifestações ciclo ativistas, os ciclistas ergueram suas bicicletas no ar. Foram absurdamente acusados de usá-las como arma.

O comandante da operação declarou diante das câmeras que fez o que estava planejado, prendeu o “líder” da ação para acabar com a manifestação. A lógica estava errada, já que não existem líderes ou organizadores da Pedalada dos Pelados, mas a tática deu certo, porque seja lá quem tivesse sido detido, nós não deixaríamos de apoiá-lo.

Com a prisão de um dos seus participantes, a massa perdeu um pouco em alegria e parte dos pelados cobriram ao menos suas genitálias e seguiram escoltados pela CET rumo ao 78º DP na Rua Estados Unidos. A festa continuou ali, aos gritos de “Ô seu delegado, libera o pelado!”.

A massa segue feliz e orgulhosa

Confirmado que o participante preso seria liberado, a massa seguiu de volta a Praça do Ciclista. Cruzou a Oscar Freire e subiu a Rua Augusta em ritmo de festa, feliz e orgulhosa, humanizando o engarrafamento de quem descia num coro bem-humorado de “Não fique aí parado! Vem pedalar pelado!” ou “Carro parado é coisa do passado! A moda agora é pedalar pelado!”.

A população nas ruas de São Paulo saudou a massa em festa durante todo o trajeto. A cidade, a Avenida Paulista, já acostumadas com a gigantesca parada do Orgulho GLBT, sentiram a alegria de ver o desfile das bicicletas e seus ciclistas nus e seminus, a despeito das leis antiquadas que (ainda) vigoram nesse país.

Mas podem se preparar, a festa será ainda maior em 2009.

Assinado,

Participantes da I Pedalada Pelada de São Paulo 2008 (World Naked Bike Ride São Paulo 2008 )

luzes pulsam no coração da Luz

Caminhada coletiva “traga sua luz“, proposta do coletivo PI – Política do Impossível e do Fórum Centro Vivo para questionar a política higienista da prefeitura paulistana no bairro da Luz.


mais fotos e relatos da ação:

Apocalipse Motorizado

Gira-me

Isaumir Nascimento / CMI

Peetssa – Política do Impossível / CMI


grande inauguração do novo cartão-postal de São Paulo ou “construísse uma pirâmide!”

oh, orgulho da cidade de São Paulo!

260 milhões numa ponte de gosto duvidoso, por onde só passam veículos motorizados individuais… a cara da cidade mesmo!

mais um logro rumo à limpeza social – mais de 8.500 famílias de baixa renda estão sendo despejadas – e ao congestionamento apocalíptico – a ponte já liga um engarrafamento ao outro!

mas nem tudo saiu como planejado na grande festa de inauguração do Estilingão, ou ponte estaiada…

pedalantes, pedestres, seres humanos – excluídos – uniram-se.

tá chegando a hora: cof, cof, cof!

a ansiedade logo transformou-se em ação – e frio na barriga.

lá vamos nós, como quem não quer nada, pedalando contra o vento (frio)!

– bicicletas não passam!

– ei, não pode passar!

do frio na barriga fez-se então a alegria, coletiva, resistente, autêntica e, pelo menos por alguns instantes, livre.

– ia ia ia, cadê as ciclovias?

– ia ia ia, moradia e ciclovia!!!

lindo – e delicioso – pique-nique, mais aprazível só se não fosse tanto concreto, tanta poluição ali, a nos rodear…

viva a cofabulação, a desobediência pacífica e alegre, a não-participação pela ação direta e criativa !!!

mais fotos aqui e:

ciclobr
henrique parra / cmi
imagens da ponte estilingada
kit / cmi
luddista
pedalante

mais relatos com fotos:

apocalipse motorizado
ciclobr
gira-me
isaumir nascimento / cmi
o escriba

trabalhador e trabalhadora, pedalemos!

Foi mesmo uma grande celebração a bicicletada em homenagem a quem trabalha sem motor e, claro, por uma cidade menos poluída e excludente.

O número de ciclistas se mantém acima dos cem um tanto, o que tem levado os/as participantes a refletir sobre os caminhos e descaminhos da experiência. Muito interessante…

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mais fotos aqui ou aqui.

pra se divertir mais:

fotos e relatos

pedalante
rex
transporte ativo

fotos

ciclista sp
ciclobr
dysprosio
luddista
pedalante

vídeos

rex – 1, 2 e 3

era gente que não acabava mais…

na bicicletada de março, uma diversidade linda de pessoas ocuparam as ruas de São Paulo para exigir mais respeito e espaço para o transporte sustentável e uma cidade mais humana. de quebra, ainda se divertiram, fizeram amizades e um belo passeio, só não mais agradável por conta da fumaça dos escapamentos.

quantos participaram da bicicletada de março? 127. ou seriam 248? importa mesmo é que parecia gente que não acabava mais…

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mais fotos aqui ou aqui.

mais fotos e um video da bicicletada de março:

CicloBR – relato e fotos
CicloBR – fotos
J. Mattoso – relato e fotos
Pedalante – relato, fotos e vídeo
Pedalante – fotos
UOL – Nelson Antoine – fotos

8 de março muito além de flores e bombons

10 mil pessoas coloriram o centro de São Paulo no ato público do dia das mulheres!

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“Em nome da liberdade, a igualdade e a fraternidade, a Revolução Francesa proclamou em 1793 a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Então, a militante revolucionária Olympia de Gouges propôs a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. A guilhotina cortou-lhe a cabeça.

Meio século depois, outro governo revolucionário, durante a Primeira Comuna de Paris, proclamou o sufrágio universal. Ao mesmo tempo, negou o direito de voto às mulheres, por unanimidade menos um: 899 votos contra, um a favor.

A imperatriz cristã Teodora nunca disse ser revolucionária, nem algo no estilo. Mas, há mil e quinhentos anos, o império bizantino foi, graças a ela, o primeiro lugar do mundo onde o aborto e o divórcio foram direitos das mulheres.”

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“Os campos de concentração nasceram na África. Os ingleses iniciaram o experimento, e os alemães o desenvolveram. Depois Hermann Göring aplicou, na Alemanha, o modelo que seu papai havia ensaiado, em 1904, na Namíbia. Os mestres de Joseph Mengele haviam estudado, no campo de concentração da Namíbia, a anatomia das raças inferiores. Os negros e as negras eram as cobaias.”

“Não faltavam amigos para Hitler. A Rockefeller Foundation financiou investigações raciais e racistas da medicina nazi. A Coca-Cola inventou a Fanta, em plena guerra, para o mercado alemão. A IBM tornou possível a identificação e classificação dos judeus, e esta foi a primeira façanha em grande escala do sistema de cartões perfurados.”

“Em 1953, explodiu o protesto operário na Alemanha comunista.

Os trabalhadores lançaram-se às ruas e os tanques soviéticos ocuparam-se em lhes calar a boca. Então Bertolt Brecht propôs: “Não seria mais fácil o governo dissolver o povo e escolher outro?””

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“Dois dos Pais Fundadores dos Estados Unidos desvaneceram-se na névoa da história oficial. Ninguém recorda de Robert Carter nem de Gouverner Morris. A amnésia recompensou seus atos. Carter foi o único prócer da independência que libertou seus escravos. Morris, redator da Constituição, opôs-se à cláusula que estabeleceu que um escravo equivalia às três quintas partes de uma pessoa.

“O nascimento de uma nação”, a primeira superprodução de Hollywood, estreou em 1915, na Casa Branca. O presidente, Woodrow Wilson, aplaudiu-a em pé. Ele era o autor dos textos do filme, um hino racista de louvor a Ku Klux Klan.”

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trechos do artigo “O paradoxo ambulante“, de Eduardo Galeano. tradução de latuff.

mais fotos aqui ou aqui.

da celebração – e ocupação – do espaço público

foi um sucesso a bicicletada das celebridades em São Paulo. 150 pessoas, humanas como a grande maioria das “celebridades”, viveram – “transformadas” – muito mais que os 15 minutos de fama profetizados por Warhol, num animado passeio pelo centro da cidade. e olha que choveu a noite toda…

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era o segundo aniversário da praça, desolada há meses por conta das obras na paulista. cantamos um parabéns, muitos/as loucos/as pra tomá-la por inteiro de volta, com direito a plaquinha, intervenções, festa de re-inauguração… extra-oficial, de preferência…

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celebridades para todos os gostos e desgostos…

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álbum de fotos

mais…

relato: apocalipsemotorizado

fotos: el.rojo

fotos: panóptico

fotos e relato: rex.em.fotos

pra num passar em branco, o panfleto virtual da bicicletada das celebridades…

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carnaval das possibilidades outras

algumas cenas do Carnaval Revolução 2008, “o último”, São Paulo, SP.

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bate-papo sobre o uso da bicicleta na cidade. relatos impressionantes, bacanas, de vários cantos do país.

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primeira das palestras com John Zerzan, estadunidense, filósofo do anarco-primitivismo.

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muitas/os interessadas/os na oficina de mecânica básica de bicicletas.

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a chuva virou festa. pelo menos três vezes esse tanto de gente brincou de pique-pega e variantes, uma diversão só. a fotógrafa inclusive…

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teve bicicletada extra. um pouco desfalcada, mas com direito a bikes emprestadas e bicicletantes de Joinville!

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mais fotos aqui.

mais sobre o carnaval revolução.

a cidade vista de perto

São Paulo foi o presente para os/as mais de 160 ciclistas que participaram da bicicletada de aniversário da cidade. Olhares maravilhados e sorrisos foram derramados pelo centro e por toda a av. Paulista e arredores, num escândalo de alegria e diversão coletiva.

Já na concentração no Ibira, uma das cinco alternativas de saída até a Praça do Ciclista, fomos atacadas/os por palhaços/as distribuidores de abraços, pra começar bem o dia!

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Saímos em mais de 30, muitas/os conquistadas/os no parque e no caminho para o grande encontro!

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A Praça do Ciclista – um tanto descaracterizada por obras e “limpezas” – ficou tão pequena que precisamos logo ocupar uma das faixas da rua, oba!

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A multidão, diversa, linda!

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A redescoberta da cidade.

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“não sei há quanto tempo num passo por aqui…”

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O desejo e a atitude de construir uma cidade melhor. para todos/as.

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parabéns a todos e todas que participaram, foi uma bela festa!

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29 de fevereiro tem mais!

Quer se divertir mais um pouco?

álbum de fotos contraponto e fuga

relato apocalipse motorizado

fotos ciclobr

fotos edu green

fotos pedalante

relato, vídeo e fotos pedalante

fotos luddista

fotos jonathaj

fotos Mario Amaya

um presente para São Paulo!

A Bicicletada de janeiro cai no aniversário de São Paulo. Ou melhor, o aniversário de São Paulo acontece na mesma data da tradicional Bicicletada paulistana: dia 25, feriado na cidade.

Em janeiro, a Bicicletada começa descentralizada: saindo de 5 pontos da cidade, usuários de transporte não-motorizado seguem até a Praça do Ciclista. A partir das 16h, a massa crítica de janeiro toma as ruas por uma cidade melhor.

.::. A Bicicletada .::.

A Bicicletada é um movimento que existe no Brasil desde 2002, inspirado pelos encontros de Massa Crítica que acontecem em mais de 200 cidades ao redor do planeta. Sempre na última sexta-feira de cada mês, usuários de veículos não-motorizados se encontram para celebrar o transporte inteligente, reivindicar seu espaço nas ruas e o direito de andar com tranquilidade pelas cidades.

A Bicicletada nada mais é do que um espaço de visibilidade, encontro e festa; uma iniciativa horizontal, sem líderes e aberta a todos os cidadãos. A cada mês, no meio das buzinas e da fumaça, esta celebração permite para troca de idéias, a articulação de projetos e a ação direta em busca de uma cidade melhor, onde todos tenham direito de ir e vir com tranqüilidade.

.::. Bicicletada de Janeiro .::.

No aniversário de São Paulo, vamos mostrar que os usuários de veículos não-motorizados exigem respeito. Venha para as ruas celebrar o espaço público e a convivência pacífica no trânsito. Enfeite a sua bicicleta ou venha de patins, skate ou patinete. Traga cartazes e panfletos, convide os amigos e ajude a construir uma cidade melhor.

: . : . : . www.bicicletada.org

: . : . : . relatos, fotos e vídeos: http://tinyurl.com/ypsgr2

: . : . : . panfletos e cartazes: http://tinyurl.com/37cjle

: . : . : . lista de discussão (cadastramento): bicicletada-sp-subscribe@lists.riseup.net

: . : . : . comunidade no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33384635

: . : . : . massa crítica – wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Massa_Cr%C3%ADtica_%28evento%29

pra começar bem o verão: bicicletas e mais bicicletas!

contraponto e fuga
Fim de ano sem fila no estacionamento do shopping e congestionamento na estrada?
Massa crítica nas ruas, celebrando a chegada do verão.
Ação direta por cidades mais humanas.Diversão, educação e prazer no espaço público.
Sexta-feira (21), última Bicicletada de 2007 em São Paulo.
concentração lúdico-educativa: 18h
pedal para humanizar as ruas: 19h30
na Praça do Ciclista (av. Paulista, entre Bela Cintra e Consolação)
* E no dia 28/12, a última edição da Sexta de Bike. Mesma bike-hora, mesmo bike-local. *

: . : . : . www.bicicletada.org

: . : . : . relatos, fotos e vídeos

: . : . : . panfletos e cartazes

: . : . : . lista de discussão (cadastramento)

: . : . : . comunidade no orkut

: . : . : . massa crítica – wikipedia

diversão, arte, reivindicação!

agitada a bicicletada de novembro!

Mona Caron, participante da massa crítica de São Francisco (a primeira),
veio nos visitar e
deixou um presente pra cidade!


noite também da primeira ghost-bike de São Paulo, em homenagem
aos ciclistas mortos nos “acidentes” de trânsito…

são paulo motorizada, agonizava, parada (cof, cof)!

a sede paulistana da “vênus platinada” ganhou uma vaga para bicicletas…

(ei! num pode não!)

 

veja mais!

fotos: contraponto e fuga

relato: apocalipse motorizado

fotos: André Pasqualini

fotos: luddista

massa crítica paulistana nesta sexta (30)!!!

bicicletada novembro

.::. Bicicletada .::. Massa Crítica em São Paulo .::.

:. sexta-feira (30/11)

:. concentração lúdico-educativa: 18h / pedal para humanizar o trânsito: 19h30

:. Praça do Ciclista: av. Paulista, alt. do 2440 (quase na Consolação)

: . : . : . www.bicicletada.org

: . : . : . relatos, fotos e vídeos

: . : . : . panfletos e cartazes

: . : . : . lista de discussão (cadastramento)

: . : . : . comunidade no orkut

: . : . : . massa crítica – wikipedia

noite de lua cheia e raloim do saci

a chuva acabou por refrescar a sexta-feira quente, e contrariando os pessimistas só caiu no início da noite.

42 seres materializaram-se ali, e seguiram fazendo sorrir paulistanos e paulistanas presos à avenida paulista, choveu, vixe…

por onde passa,
a massa,
crítica, alegre, provocativa,
conquista
cativa
ruas e corações.

tem mais fotos aqui.

não deixe de ver também:

relato e fotos – panóptico
relato e fotos – pedalante
relato e fotos – ciclobr
fotos – fourier

mais sobre cicloativismo e afins no apocalipsemotorizado.net.

outubro é mês de Raloim do Saci


As Bicicletadas do mês de outubro são sempre muito animadas. Na América do
Norte, o Dia das Bruxas faz a massa crítica virar um verdadeiro carnaval,
com milhares de participantes em várias cidades.

Em São Paulo, terra de modernistas e antropofágicos, a Bicicletada de
Outubro irá resgatar mitos e lendas brasileiros no Raloim do Saci.

Pererê, Trique, Saçurá, Mula Sem Cabeça, MBoitatá, Homem do Saco, Curupira,
Iara, Lobisomem, Bicho Papão, Cuca e até a turma do Sítio do Pica-Pau
Amarelo já confirmaram presença.

Venha fantasiado, traga seu veículo não-motorizado e participe desta festa
na primeira noite de lua cheia. Bruxas e fantasmas também são bem-vindos
(mas cuidado: o Saci brincalhão costuma aprontar com estrangeiros).

*As atividades  lúdico-educativas começam às 18h, na Praça do Saciclista.

Às 20h, um pedal-festivo para esconder o trânsito.*

: . convite animado

: . panfletos e cartazes
: . relatos, fotos e vídeos

: . lista de discussão (cadastramento)

: . massa crítica - wikipedia

: . sobre o Saci

: . mais sobre o Saci